Escutar sem precisar resolver tudo

Responsável pelo conteúdo: Gustavo Marques de Oliveira, psicólogo CRP 06/228429.

Escutar uma criança nem sempre significa encontrar uma resposta na hora. Às vezes, o primeiro passo é oferecer atenção: deixar que ela conte o que aconteceu, no próprio ritmo, sem transformar imediatamente a conversa em uma lista de soluções.

Perguntas abertas podem ajudar a manter esse espaço. Em vez de antecipar o que a criança sente, um responsável pode perguntar: “Como foi isso para você?” ou “O que passou pela sua cabeça?”. São exemplos hipotéticos, não fórmulas; cada família e cada conversa são diferentes.

Também é possível reconhecer o sentimento que aparece na fala, mesmo quando não se sabe exatamente o que fazer com ele. Dizer “Parece que isso foi difícil” pode comunicar disponibilidade sem minimizar a experiência nem prometer que tudo se resolverá naquele instante.

Escutar não exige concordar com tudo ou deixar de estabelecer limites. Pode ser uma maneira de compreender melhor o que a criança está tentando expressar antes de decidir como responder. E, se a conversa precisar continuar mais tarde, essa possibilidade também pode ser dita com clareza e cuidado.

Uma reflexão de Gustavo Marques de Oliveira, psicólogo, CRP 06/228429. Este artigo é um rascunho educativo para revisão e autorização do autor. A leitura e a participação nos grupos não substituem terapia ou acompanhamento profissional.

Este conteúdo é informativo. A leitura e a participação nos grupos não substituem terapia.

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